amor ao amor
Atenção ao sentir
Através do medo da vulnerabilidade
Permito a existência existir
Tudo quer viver
Mesmo os medos querem viver
Toda a energia direcionada
Por vidas de tempo em que aqui tornou-se um lar
Pra tudo que vibra no meu corpo
Figura assustada
Raivosa
Posso ver agora de onde vem essa dor
Amargurada
Com medo de não ter amor
Criança que sente
Como há séculos de ausência
Os fatos que não importam mais
Donde nasceu o medo da morte
Que todos sentimos, afinal
Sou consciência indivisa
Pertencente a tudo o que é
Independe meu sentimento no mar da existência
Mas que define minha experiência no aqui
Deixo morrer quem já não sou
Aceito a vontade do amor
Como parte de minha alma partida
Enlaçada enfim, nesta vida
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