Torna-se possível, afinal 
Dizer não, apenas
Vulnerável a escolha do outro
Ao sentir do outro e do mundo
De afetar-se com a negativa, ou não

Limites antes definidos 
Arregaçados à força pelo medo da exclusão 
Necessidade de ser aceita
Num mundo de padrões que nos nos amarram


Corrompendo a própria vontade
Expurguei de mim a verdade do que eu era
Pela vontade existencial de pertencer 
A tudo e todos que poderiam fazer-me sobrevivente
Aceita, na ilusão da necessidade do sentir

Quanto custa retomar a si?
Reconhecer-se
Dentre o infinito de desejos no todo
O que me cabe e pertence a mim?
Sabendo-me espaço posso sentir 

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