o mar
Espiralando no mesmo lugar
Retorno ao vazio da consciência que um dia me fez acordar
Revejo o mesmo ponto agora sob um novo olhar
Degrau acima, é outra perspectiva
A impressão de que já estive aqui
Sentindo daqui a emoção que ressurge sem convite
Toma meus braços e mãos
Coloca-me no observar
Aqui posso existir
Este ser que transcende o que pensava viver
Sem amarras, dores ou dramas
Lugar inóspito donde jaz toda lama
Feras recolhidas aos montes
Ossos queimados nos horizontes
Fui carrasca de mim
So lugar mesmo onde encontro a vida
O fim de algo e início
A morte e o renascer
Na mesma vida se faz presente o desfalececimento para reviver
Só há verdadeira capacidade de ser vivo quando se morre pra tudo que deve morrer
Peles deixadas pra trás
Mas resgates de partes que nao poderiam
O que exclui de mim precisa voltar
Sem que importe o tanto que foi sofriso lidar com esquisitices
Cada partícula de mim retorna ao devido lugar
O feio e o bonito são o mesmo
Cabe a mim saber usar
História se repete
Padrões da existência difíceis de recalcular
Sou rota
Sou o navio
E sou, especialmente, o mar
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